Aquele das 10.000 horas

Aquele das 10.000 horas

Podemos ir checando saindo do facebook agora mesmo. A não ser que a ideia seja tornar-nos peritos na rede social.

Estudos mostraram: 10.000 horas, esse é o tempo necessário para se tornar expert em qualquer assunto (é, “não se afobe não, que nada é pra já”). Em conversão, são 416 dias inteiros em dedicação ao tópico de interesse. Bastante, sim! Se praticássemos 3h por dia, ainda levaríamos mais de 9 anos pra cumprir a meta. Mas já imaginou a satisfação e o orgulho de ser não só bom, e sim excelente naquilo que curte?

Como já diz a sabedoria marombeira: “no pain, no gain”.

Aquele sobre a zona de conforto

Aquele sobre a zona de conforto

Infelizmente (será?) as coisas parecem ser assim. No início do ano, assisti a uma palestra sobre empreendimento e capacitação pessoal, gerenciamento de tempo e planejamento de metas. Muito chamativo. O palestrante, muito carismático, enfatizou o quanto é preciso “sair da mediocridade” pra se destacar. Assim, segundo a sua tese, para quem um se destaque, deve observar o que os outros fazem e fazer diferente – de preferência, melhor.

Querendo ou não, tentamos nos comparar com a média. Esse é o nosso parâmetro pra saber o quão bem (ou mal) nós vamos. Não seria mais interessante, ao invés de justificar nossas falhas a partir de aspectos em que nos saímos bem, observá-las para nós mesmos nos corrigirmos e nos potencializarmos?

É certo que pra isso precisamos de motivação. Claro, afinal, nada é feito sem objetivos. Quanto mais claros forem, mais fácil será perceber o que é preciso para atingi-los. E (acho) que acabei percebendo uma regra nisso aí: pra ser melhor, não só em comparação aos outros mas também para progredir pessoalmente, é imprescindível que se saia da zona de conforto, que seria um ponto em que chegamos e já nos consideramos “bons o suficiente”. Chato, né?

Pois é. Também acho. Nessa palestra, propôs-se que calculássemos aproximadamente o nosso tempo de lazer – filmes, televisão, internet, facebook. E depois dessa conta, quantos livros lemos durante o ano; quantas palestras ou cursos assistimos; quanto nos dedicamos a sair da mediocridade. A maioria das pessoas levantou a mão para as opções “mais de 1500h ” para o primeiro e “menos de 300h” para a segunda opção. E assim vai. Eu mesma fiquei nessa média (decepcionadíssima). Acho que é nessas horas que cai a ficha do quanto nos achamos muito bons sem que, necessária e verdadeiramente, o sejamos.

Não sou dessas que acha que temos que aproveitar todo o tempo livre possível para sermos “”produtivos””. Existe muita produtividade em viajar, em ver um filme. O que não podemos esquecer é que essa produtividade é, muitas vezes, pessoal, e não nos desenvolve (por falta de léxico melhor:) profissionalmente. Quando digo “profissionalmente”, a ideia não é a de ter o melhor emprego, o melhor salário, nada disso. A ideia do meu profissionalmente é ligada à nossa motivação não-pessoal. No meu caso, estudos, graduação. Daqui a alguns uns, pós-graduação. Depois ainda, trabalho. Depois do trabalho, ser uma profissional ainda melhor.

Sendo um requisitado, uma pessoa indispensável, o resto vem por si só.  E particularmente acredito que as melhores recompensas são autocrítica positiva e reconhecimento, o que só se consegue superando metas e abandonando de vez a zona de conforto. Tchau?

Para ajudar a começar, recomendo fortemente pesquisar ferramentas de administração. Servem pra tudo! Sugiro darem uma olhada nos sites da 3GEN http://www.3gen.com.br da Você S/A http://www.vocesa.abril.com.br e do Grandes empresas, pequenos negócios (ops, hehe) http://www.revistapegn.globo.com

Outra coisa bacana é conversarem ou lerem sobre pessoas, empresas, institutos, enfim,  que admiram. Além de fonte de inspiração, vale a pena conhecer as experiências pelas quais passaram os “bem-sucedidos”.