Aquele do “gênio é”

Legalzinho.

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Aquele dos brinquedos de menina vs de menino

Aquele dos brinquedos de menina vs de menino

Parece algo distante, mas não é. Eu, com meus quase 18 anos, quando criança fui induzida a fazer balé e proibida a praticar judô ou capoeira, coisas que pra mim eram muito muito mais interessantes. Quando tinha meus cinco anos, disse para a minha mãe “Me dá um presente de Natal?” “O que, filha?” “Me tira do balé…” E isso já nos anos 2000.
Felizmente, fui para uma escola, durante o ensino fundamental, que destrinchou toda essa incoerência de coisa de menino e coisa de menina. Lá eu aprendi a ser menos machista, mesmo sem jamais ter escutado alguém falando em “feminismo” como corrente filosófica ali — Até porque feminismo está longe de ser filosofia… É uma guerra!
Mas ainda estamos em evolução. Hoje, se eu me visto confortavelmente, ainda tenho que ouvir “Homem gosta é de mulher que se arruma” ou se vou à casa do meu namorado “Lembre que as pessoas gostam da mulher que se dá valor”. Claro que nesses casos, se arrumar e se dar valor não quer dizer nada mais que ser dominada por uma sociedade patriarcal que espera sua conduta de boa moça. Isso NÃO é se dar valor. Isso é deixar que expectativas arcaicas e extremamente controversas passem por cima do seu amor próprio e controle sobre si mesmo. A escolha cabe a cada um por si, e apenas por si só.