Aquele da retrospectiva

É, 2013 acabou. Tudo bem, ainda falta um dia… Mas no cômputo geral, pra mim acabou. E foi um baita ano.

…Abandonei o Coluni, sem terminar o 2º ano

 

…Entrei na UFV, pro curso de Medicina

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…Ganhei mais uma cachorrinha, Kiki

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…Peguei minha primeira recuperação

…Passei da minha primeira recuperação

…Fiz 18 aninhos!

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…E fiz 3,5 anos de namoro

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…Saí do curso de Medicina (praticar o desapego, né?)

…Pedi meu primeiro emprego, na Aliança Francesa

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…E comecei o blog 🙂

Um ano de crescimento, sem dúvida. E pra 2014 espero que não apenas eu como as pessoas à minha volta tenham na rotina a tranquilidade, e a determinação para seguir, parar ou recomeçar quando preciso. Meus melhores votos de felicidade pro ano que começa! E continuem de olho no blog, porque já tem umas coisinhas no forno pra 2014! Até lá!

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Aquele da polícia

“Cuidado pessoal, lá vem vindo a veraneio, toda pintada de preto, branco, cinza e vermelho. Com números do lado, dentro dois ou três tarados. Assassinos armados, uniformizados. Veraneio vascaína, vem dobrando a esquina…” (Capital Inicial)

O que relato agora é a minha mais pura indignação.

Em pleno centro de Viçosa, 1:30h da madrugada, estava eu dentro de casa, no meu quarto, assistindo friends, quando escuto o grito desesperado de uma mulher dizendo “Para! Para! Para!!! Socorro!!! Para!!!”. Não é exatamente incomum ouvir gritos de madrugada, mas nem sempre são distinguíveis como esses.

Em seguida, ouço a voz de um homem, esbravejando ameaças e muito alto e nada bom tom.

De sobressalto e francamente comovida com o desespero da mulher, que pela lógica simples está 1. sendo vítima de tentativa de estupro ou 2. sendo vítima de qualquer outra tentativa de violência. Qualquer um dos dois razão mais que suficiente para ligar para a polícia, como fiz.

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Depois de muito chamar o telefone sem resposta, me atende um sujeito completamente leviano, que sequer presta atenção do que digo e ao fim do meu relato diz apenas “É onde mesmo…? Ok, vou dar uma passada por aí…” – com tom de displicência que não teve nem a decência de disfarçar.

Os gritos pararam. Se já estava com medo, agora muito mais. Pode ser que a moça tenha escapado… Mas o que passa pela minha cabeça é que os gritos pararam porque ela já se tornou presa.

E a polícia? Bom, ainda não apareceu. Não chega a surpreender, mas ainda choca e ainda irrita. Em termos de funcionamento, minha percepção da PM é a ineficiência ou truculência, sem mais. Não me passa nenhuma segurança, somente opressão.

E sabe o que é chato? Dou 3 segundos para alguém me dizer que “nenhuma moça direita/correta/comportada deveria andar na rua a essa hora”. E a minha resposta? Nenhum estuprador deveria andar na rua hora nenhuma.

Estupro é crime e o lugar de estuprador é cadeia. O problema é que quando chega a hora de impedir o crime, os nossos defensores da paz estão ocupados demais em não se preocupar com isso. Esse ano, o índice cresceu em 18%. Foram mais de 50 mil estupros. 50 MIL. Mais que o número de homicídios dolosos. Quantos teriam sido evitados se as denúncias fossem fiscalizadas? Quantos teriam sido evitados se os estupradores estivessem presos?Image

E o que isso quer dizer? A nossa política de combate à violência é fraca?  O disque-denúncia não serve pra porra nenhuma? É melhor ligar pro seu tio que pro 190? Talvez. Mas o que fica mais marcado para um país em que a cultura do estupro é socialmente aceita é o sexismo. E sexismo mata.

Isso poderia ter sido uma ficção macabra. Mas não foi. Acabou de acontecer e ainda estou aqui, com o sono perdido, para contar a história.

Aquele da Dança do Ventre

Hoje tive o prazer de reencontrar uma música cujo nome não me vinha à mente de forma alguma (assim como a palavra odaxelagnia).

http://www.youtube.com/watch?v=TATrYS_FW_A

A conheço há mais de 10 anos, porque, acreditem ou não, eu já dancei dança do ventre. Hahahahaha. Eu sei, eu entendo a reação normal. Eu? Isinha? Pois é, também acharia que é pegadinha se alguém me contasse. Mas não é. Mesmo com todo esse meu descompasso, eu dancei e apresentei tanto ballet quanto dança do ventre – e nenhum dos dois com maestria ou talento! Exceto a graça natural das crianças de fazerem tudo errado e ainda sair fofo.

E essa música era o final de todos os ensaios no Núcleo de Ísis. Por isso a alegria em reencontrá-la, já que me traz de volta um mundo de sensações adormecidas.

Eu era feliz, pra caramba, e sabia!Image

P.S.: Assim que achar uma foto de prova, trarei aqui para vocês!

 

 

Aquele do japa!

Gente, nunca fui fã de comida japonesa não. Aliás, tem muito pouco tempo que aceitei começar a gostar, rs. E mesmo assim, bem aos poucos, bem de levinho. Vai levar uns dez anos até eu querer experimentar um nigiri (=peixe cru).

Ontem, entretanto, a galera reuniu aqui em casa para fazer comida japona. Tínhamos entre ilustres presenças, uma amiga originária da grande ilha asiática de olhinhos puxados para ser nossa grã-cozinheira mestre: Sayaka.

Com ela e o Luis Henrique, aprendi três pratos japoneses, e são muito, muito, muito mais tranquilos de se fazer do que esperava, embora sejam trabalhosos. Onigiri (bolinho de arroz!), Sushi e Hot. Na verdade, o Hot não existe no Japão. Não sei dizer se a origem é brasileira, mas sem dúvida, pra mim, foi um belo de um incremento. (Porque peixe frito é outra história! Nham nham).

Então se alguém quiser aprender, agora eu estou me sentindo a samurai da culinária oriental, a grande panda dos montes de arroz. E começo por aqui apresentando o que aprendi 🙂

A primeira coisa é descascar o peixe. Nós usamos salmão – duas postas foram mais que suficientes para oito pessoas, com muita fartura. Não jogue a pele fora, pois ela pode ser usada no recheio do sushi.

Enquanto um descascava o peixe, outros já haviam começado a preparar o arroz. Fizemos em panela de pressão, com muita água pra ficar mesmo empapado, e sem sal. O molho que tempera o arroz (depois de pronto) é uma mistura de água, vinagre de arroz e açúcar – até que pare de dissolver.

Uma vez que o arroz estava pronto e o salmão descascado, o fatiamos em pequenas tiras que viraram nigiris e recheio de sushi. Há de se ter cuidado para não deixar muitas espinhas.

Ok. Para o onigiri, o grande bolinho de arroz, é só molhar as mãos em água corrente, sujar o dedo no sal e modelar o arroz na mão em forma de triângulo. É só. Sério, é só isso. E comer.

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Para o sushi, é preciso um pouco mais de atenção e paciência. Coloca-se uma folha de alga na esteirinha envolvida em papel filme. Molha-se de leve a folha com o molho do arroz, somente para que ela grude as suas pontas quando enrolada. Então se coloca uma fina camada de arroz até metade da alga, e por cima do arroz o salmão cru e cream cheese. (Claro que se podem testar outros recheios! Sejamos criativos!).

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Então é enrolar a alga com o auxílio da esteira, de modo a obter um grande rolo de sushi, que deve ser cortado em rodelas pequenas, com faca afiada e sem serra (como na foto abaixo).

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Outra opção de recheio para aproveitar a pele do salmão é temperá-la com sal e fritá-la na manteiga. Fica realmente muito gostosa, até mesmo para se comer pura!

E se der vontade de comer o sushi como hot (como eu gosto hehe), é só passá-lo, antes de cortar em rolls, em ovo batido, farinha, ovo batido e farinha outra vez e fritar em óleo quente.

Tudo isso é normalmente servido com molho shoyo. E já estou dominando a arte de comer com hashi (os palitinhos)! Bora tentar? 😀

Obrigada pela experiência, Sayaka, Luis, Kevin, Hugo, Renan, Arthur e Chárbel! Até a próxima!

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Aquele dos filmes da minha infância

Quando lembro do que assistia quando criança, a primeira coisa que me vem a cabeça é a Disney. Mas principalmente os clássicos da Disney, tipo A Pequena Sereia, O Rei Leão, Mulan, Pocahontas, Cinderela… Todos esses que a maior parte das crianças da minha geração assistiu.
Hoje, no entanto, me lembrei de alguns filmes e desenhos específicos que não sei dizer se são comuns às pessoas que cresceram junto comigo, mas que sem dúvida marcaram a minha memória de tal forma que até hoje, depois de anos e anos e anos, quando assisto ainda me vem a mesma sensação.
Um deles é o desenho que está no vídeo – A festa do Pluto. Me recordo de ter um VHS (sim, sou de antes do DVD, meus queridos) com alguns desenhos do Pluto. Não sei mais o nome do compêndio, nem dos episódios, mas ainda me lembro de algumas cenas, como uma do Pluto tentando roubar uma salsicha (ou seria linguiça?) e em outro dele e uma cachorrinha marrom se apaixonando.
Outro menos mainstream que procurei mas não encontrei na forma que assistia em parte alguma foi Heidi – só em português de Portugal, sobre uma menininha órfã suíça que vai morar com o avô ranzinza nas montanhas de pastoreio. Ainda sei cantar a música do filme (“Lar é amor, lar é ter uma família…”).
Fiz um esforço hercúleo, não, faraônico, para encontrar um dos filmes mais malvados que assistia. O esforço é porque me lembrava das cenas mas não do nome do filme. Acabei achando. Tiny Toons: Férias Animadas! Desse eu lembro muito porque a fita não era minha, era do meu primo de idade próxima, Matheus. E era em inglês. Então eu assistia, via as cenas, morria de rir, sem entender uma palavra. Tentarei novamente amanhã mesmo.
Complementando a lista, também achei “Os vilões da Disney” (Mickey’s House of Villains), que fez parte desses filmes, assim como Pokemon 2000, Coragem o Cão Covarde e A viagem de Chihiro me deixam com medo até hoje.
O que quero que entendam é que embora eu tenha visto inúmeros desenhos na TV Globinho a infância inteira, e muitos tenham me marcado de maneiras inusitadas (vide minha história com BeyBlade: confesso minha paixão platônica em rede agora), esses foram alguns que me pegaram naquela fase mais tenra e aberta. Não sei dizer ao certo que idade eu tinha (3, 4, 5 anos? Eu não sei), mas tudo isso me deixa com uma certa saudade. E assistir de novo me dá uma brecha pra me sentir criança por algumas horas outra vez.

 

P.S.: Lembrei de mais um!!! Tom & Jerry – O Filme! Era tão fofinhooooo! ~Me sentindo a Felícia!~

Aquele do natal contemporâneo

Olá queridos e queridas, boa noite!

Embora ainda não seja dia de Natal de fato, desde criança, pra mim o natal foi dia 24 de dezembro. Sim, eu sabia e sei que o dia correto é 25. Porém, em vistas que minha família sempre fez a ceia na véspera, essa data se tornou muito mais marcante para mim.

Mas o que tenho para falar hoje não é sobre a alegria do espírito natalino ou o seu real significado blá-blá-blá. O que tenho observado e sentido há já alguns vários anos é uma desmotivação acentuada do evento.

Me lembro de quando era criança. Eu gostava do natal, lá. Era época de reunir os primos, ver a casa cheia, comer comida da minha vó (pernil, champanhota e rabanada – sempre. Além de casca de laranja no açúcar, da qual não sou grande fã). Era um ambiente gostoso, saudável, festivo. O natal chegar significava, no mínimo, que em breve iríamos para o Espírito Santo – vocês sabem… Guarapari, Iriri, Piúma, Anchieta. Era um bom tempo, em que viajávamos em vários carros, com muita gente, muito sol, músicas repetidas daqui até lá.

Mas hoje, hoje não. O natal já não significa nada. Meus primos cresceram, e ainda que alguns se esforcem para vir, já não temos mais, por turbulências de espaço e de tempo, tanta proximidade quanto lá. Outros, nem mesmo aparecem. A vovó sempre fica esperando muita gente para a ceia, mas por diversas razões, a cada ano parecem vir menos.

E por essas e outras, hoje eu já não gosto do natal. É até um pouco difícil assumir isso, porque normalmente é um momento do ano para estar junto, celebrar a união, etc e tal. Hoje, no entanto, o natal pode não ser triste, mas não é nada de mágico – como fora um dia, na infância, esperar o papai Noel, ir dormir e acordar sabendo que ele já havia ido embora.

Claro que essa não é a razão-mor de ter se tornado um evento tão… Tão sem graça. Nem é porque se tornou uma data comercializada, isso não importa muito. E o que eu mais vejo nessa época do ano é que muitas, inúmeras pessoas parecem estar junto comigo nessa.

Não faltam oportunidades para ver matérias falando sobre como discutir com o tio chato que não entende que é homofóbico, como se desvencilhar da tiazinha que pergunta sobre os namoradinhos, ter paciência para escutar de novo a piada do “pavê ou pacumê”, que infelizmente alguns ainda acham inovadora e legítima, como apresentar para um agregado os membros da família dos quais não se sabe o nome (os mais velhos são tio e tia, os mais novos são primos. Acabou aí.)

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Isso é muito coerente com as famílias cada vez mais nucleares e o choque de gerações vindo das revoluções – silenciosas ou não – que percorreram as últimas décadas – decadência da religião, inserção feminina no mercado, inclusão das minorias. Ninguém mais tem paciência para os velhos chatos que te contam o quanto te pegaram no colo quando você era bebê mimimi. Já não existe uma sensação de gratidão e dever à essas pessoas. E sim, eu falo por mim.

Muitas vezes, sabemos que essas são pessoas que valorizavam, acima de tudo, a família, que tempos atrás era uma organização muito mais poderosa que hoje. O nome de família, quase como uma das casas de Game of Thrones, era sinal de orgulho. Até hoje minha avó conhece as pessoas como “sobrinho de, mulher de, filho de, primo de…” E isso é só um exemplo.

Eu mesma já não sei muito sobre as pessoas mais distantes a quem se chamam parentes. Honestamente, elas não me parecem de verdade família. Por que seriam? Família é quem está presente, ativamente, participativamente, sabendo o que se passa com os demais. Aquele seu primo de 58º grau que você vê uma vez por ano e se esforça para lembrar o nome é família? Me poupe.

E então, as famílias de hoje, que são menores e naturalmente mais individualistas, como é a tendência moderna, de uma forma não-pejorativa, vêem menos importância no natal. A quem se unir quando seu núcleo já está sempre unido, não é mesmo?

Para os religiosos, ainda pode ser um momento de celebração. Mas para o meu círculo social, parece hoje ser uma obrigação moral para agradar os mais velhos. E é por isso que eu acredito que o natal se torna mais mesquinho a cada ano. Afinal, se estamos todos lá por dever, e não por querer estar, gostar de estar, é óbvio que se tornaria, mais cedo ou mais tarde, uma ocasião obsoleta.

PS.: Não me levem a mal, eu ainda gosto de encontrar os primos e tudo o mais. Só acredito que o natal deixou de ser uma situação especial para isso.

E feliz natal!!!Image

Aquele do Homestyler

Nessa de pensar em fazer arquitetura, tenho procurado vários programas que permitem fazer projetos. Dentre essas pesquisas, achei uma que merece ser compartilhada por aqui. O Autodesk Homestyler. 

O que é bacana nele é que a renderização é ótima. Especificamente, você cria a planta em 2D, mas tem o recurso para vê-la em 3D.

Já tinha visto alguns projetos feitos nesse programa antes, mas não sabia que vinham daí. Quando procurei se alguém sabia onde tinham sido feitos, me falaram do 3DS Max. Que também é muito, muito bom, porém infinitamente mais complicado.

O Homestyler tem poucos defeitos, em minha opinião. Um deles é que a plataforma é somente online. Pelo menos não encontrei meios fazer o download. Outro defeito, controverso pra mim, é que não dá para editar a mobília. Por um lado, isso nos deixa menos opções. Por outro, isso faz o programa mais simples. Por isso disse que é controverso.

E o melhor dele é que é facílimo de usar. Mesmo. É completamente intuitivo e bonito. Mais tranquilo que jogar The Sims 2.

Abaixo, algumas instantâneas dos “projetos” que criei. 

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sala contemporânea #1 planta baixa

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sala contemporânea #1 3d vista frontal

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sala contemporânea #1 3d vista dorsal

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casa moderna #1 planta baixa

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casa moderna #1 3d vista frontal

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casa moderna #1 3d vista dorsal

 

E aí, alguém se arrisca a tentar?