Aquele com as cores fantasia

Alguns dias atrás uma amiga perguntou se podia fazer uma entrevista comigo e mais duas amigas, sobre pintar o cabelo. Tudo correu bem, sobrevivemos à câmera e ao microfone, e até treinamos um pouco pra não ficar gaguejando na tela. Das três entrevistadas, eu era a única com cabelo “normal”, e por normal quero dizer cabelo com cores que se veem mais frequentemente.

As outras duas, Regina e Camila, tinham cabelos lindos com cores fantasia. Sabe o que é isso?

Image

Dá só uma olhada no cabelão lindo da pessoa da foto logo acima. Esse cabelo é um exemplo de cor fantasia, que está cada vez se popularizando mais, especialmente (mas não só) entre as jovens. O que é bacana nesse estilo é que você pode criar várias tonalidades e combinações, dependendo de quanto do cabelo quer pintar, com quantas cores, etc.

Já é muito comum vermos pessoas que pintam só as pontinhas do cabelo com essas cores vibrantes, o que é sensato no sentido de que caso venha a se arrepender, é só cortar as pontas. Mas ainda se vê, com menos frequência, pessoas com o cabelo inteiro colorido (como os das duas meninas que foram entrevistadas junto comigo).

Fiquei curiosa e tentei descobrir como é o processo para ter o cabelo – ou parte dele – nessas cores. Aparentemente, a parte mais complicada do processo é a descoloração. Primeiro, porque tem a fama de estragar o cabelo, deixá-lo muito ressecado. E segundo porque se não for bem feita deixa o cabelo amarelo ou até mesmo manchado. Para isso, há vários tutoriais no Youtube sobre como descolorir, e eles são muito enfáticos ao notar que o processo requer cuidados específicos, como não começar pela raiz, fazer o teste de sensibilidade, não extrapolar o tempo, entre outras cositas bem básicas (quem pinta o cabelo em casa já sabe que sem luva, não dá).

tumblr_m68s4mLgKF1ryyv4to1_500_largePassada esta fase, é hora de escolher o produto a ser aplicado no cabelo. Existem diversas marcas de tintas coloridas, que podem ser compradas em farmácias ou online. Mas o que faz mais sucesso não é uma tinta especializada para cabelos. É a anilina – aquela mesmo, de pintar madeira.

A vantagem da anilina é que ela é consideravelmente mais barata (o maior preço que encontrei numa busca rápida na internet foi de R$ 5 a latinha, mas costumam girar em torno de R$ 1 a R$ 2). Para usá-la, é só misturar um pouquinho do pó em creme de cabelo e aplicar, deixando reagir pelo tempo necessário. Outra vantagem é que por ser pigmento puro, podem se criar diferentes tonalidades da cor, mudando sua concentração, ou até mesmo cores novas, combinando os pigmentos. Por isso, as cores criadas com anilina são praticamente ilimitadas! Mas cuidado: a anilina mancha, e muito, tudo com que entra em contato. Então estejam a postos luvas, toalha velha, banheiro por perto e nada de dormir na fronha branca depois de pintar o cabelo!

images

Apesar de ainda sofrerem alguns preconceitos, as cores fantasia são lindas e colaboram na construção da identidade. Ninguém = Ninguém não é mais só uma música. E à medida que o tempo passa e as gerações se esforçam para superar a anterior, o conservadorismo perde espaço em detrimento de uma liberdade (individual, social, econômica, e até política) crescente.

Hair-Color-Trends-2012-001_thumb[2]Eu estou apaixonada com essas cores! Assim que eu descobrir se serei ou não colocada pra fora de casa se pintar meu cabelo assim, tomo minha decisão.

…Qual cor será que combina mais com meus olhos? rs!

Ah, e deem uma olhada no blog da Regina! Lá ela conta toda a sua saga capilar com as inspirações para cada cor!

http://www.redandhell.blogspot.com.br

Aquele do Flat versus Realismo

Como reparamos antes, ou só agora, no meu caso, no ano passado predominou um estilo de design chamado flat. Nele, as figuras são amassadas, minimalistas e fofinhas, hehe. Na verdade, o tipo de desenho, é claro, eu já conhecia. Só não sabia que tinha nome 😉

Image

Descobri por conta de um jogo (desse jogo: http://www.flatvsrealism.com/), que narra brevemente a história de um império realista que é levado à ruína pelo flat. Então nós escolhemos um lado e com os controles Q, W, E, A, S, D e setas lutamos para defender esse lado. O jogo é algo esquemático bem no estilo Mortal Kombat, só que simplificado!

É bem bonitinho. Bom pra dar uma olhada e em seguida esquecer!

(E, ah, pra quem também ficou agarrado, quando você abre o site, ele não tá carregando não. É que tem que rolar a rodinha do mouse (ou do touchpad, se for notebook), pra baixo.)

Aquele da tatuagem!

Já tem um tempão que tô planejando escrever aqui sobre tattoos! Hoje acho que sai!

Então, não sou nenhuma expert em tatuagem não, mas sou uma fã e curiosa, e com poucas pesquisas deu pra ver muita coisa bacana sobre o tema.

Primeiro, que eu nem imaginava, é que a tatuagem começou entre 2.000 e 4.000 anos a. C., no Egito. Também tem vestígios de que eram feitas em regiões da Polinésia e Nova Zelândia. Pelos registros, o nome veio de uma palavra aborígene “tatau”, que representaria o som do processo de tatuar. (Será que o “au” eram os gritos? rs)

Depois, bem depois, no século 8, o papa vigente as proibiu, por ser um processo pagão. Até hoje as religiões ainda debatem sobre a legitimidade espiritual/filosófica do assunto. Algumas, como os Mórmons e Judaísmo bateram o martelo e disseram não, por razões como combater o paganismo e não mexer na obra de deus (o corpo). Os islâmicos se dividem. Normalmente os xiitas são os considerados mais radicais, e era de se esperar que se alguém fosse proibir, seriam eles. Mas nesse caso, nope. Para os xiitas é permitido, para os sunitas, não. Já em outra esfera, os hindus fazem pequenas marcas na testa que em tese auxiliam no bem estar. Seria algo com a mesma base da acupuntura? Confesso que não sei.

No Brasil, a tatuagem elétrica chegou nos anos 1960. Só que sua história por aqui começou no porto de Santos, e se popularizou entre as prostitutas, marujos e outras pessoas consideradas de baixo calão. O fato é que essa origem ajudou a marginalizar a prática, que só começou a ser melhor aceita no país tropical depois da música do Caetano, Menino do Rio, embora até hoje ainda ser mal vista pelos mais conservadores.

Mas fora a história das tatuagens, acho interessantíssimo pesquisar sobre as novas técnicas e tendências, pois as tattoos, sendo uma forma de arte, também possuem suas influências, seus artistas renomados, suas épocas, etc, justo como na pintura, literatura ou música.

Deixando à parte as discussões sobre gente que tatua o nome de namorado e depois termina, ou sobre as pessoas que se arrependem do que escolheram, nem preciso dizer que é uma coisa definitiva, então é claro que é necessária certa maturidade pra escolher. Mas se já se decidiu e está certo de que quer uma, vá em frente! (Só lembre que é pra ter certeza, porque mesmo a remoção a laser deixar marcas, ok?)

Abaixo algumas fotos de tatuagens fora do habitual, não apenas pelo desenho, mas principalmente pela técnica inovadora. Fiquei maravilhada com algumas delas! Outras já me chamaram atenção mas não gostaria de ter em mim. De qualquer forma, são bonitas demais pra deixar de postar aqui!

Image

Tatuagem “normal”

Image

Watercolor. Esse tipo de tattoo imita o efeito da aquarela no papel. Só que como se pode prever, as manchas não se formam sozinhas na pele. Então é necessária uma boa dose de observação para criar as manchas, de modo que pareçam naturais.

Image

Watercolor

Image

Renda em tinta branca. O efeito fica ótimo quando feito apropriadamente. A tinta branca, terror dos tatuadores, entrou em alta recentemente. Ela dá mais trabalho por ter um aspecto mais parecido com escoriações, exige ser retocada com mais frequência e pode ficar um pouco amarelada. Mas pra quem (assim como eu), ficou encantado com essas rendas no corpo, acho que vale o esforço.

Image

Image

Dots to Lines. Como o nome diz, esse modelo é feito em pontos e linhas. É muito usado para dar esse visual psicodélico das duas fotos de exemplo. Pra quem ficou curioso, o site http://www.dotstolines.com traz várias outras tattoos e informações sobre Chaim Machlev, o alemão que ficou conhecido por essa técnica.

Image

Dots to Lines

Image

Stippling (por seu mestre, Kenji). Esse método é talvez o que precise de mais paciência. Ele consiste basicamente em criar sombras e manchas a partir de pontinhos. É o correspondente, na pintura, ao pontilhismo. O resultado final é bem diferente, né?

Image

3D. Ilusões de ótica, nos enganam lindamente. Esse da foto deve ser parente do Escher, no mínimo!

Bônus: colaboração do Ian Nery Rocha

Quem conhece o Xoil?

Loïc Aka Xoil é um francês famoso por ser um dos maiores tatuadores do mundo. Ele faz tatuagens únicas com o “photoshop style”, que ganhou esse nome justamente por se valer de uma ajudinha do Photoshop, pra criar texturas, camadas, padrões geométricos e mixar esses recursos com o desenho do artista. Dá pra ver que o cara é bem irreverente. Assim como seus desenhos. Curtiu? Dá uma passada no Needles Side Tattoo, o estúdio dele na França. Ou então espera ele passar por aqui, já que ele tem feito um tour pelo mundo deixando sua assinatura nas pessoas onde passa.

xoil-tatuador-frances-1

Tattoo do Xoil.

E aí, o que acharam? Alguém cobiçando algum modelo?

Beijos de luz!

Aquele do sorteio

Pra quem não viu no facebook, na próxima sexta, 08/02, vou sortear um brownie, pra comemorar os meus 200 seguidores!

Pra participar é só curtir a página, clicar na aba promoções e “Quero participar”. E pra concorrer tem que morar em Viçosa (poupando vcs de lerem o regulamento).

Boa sorte!

Image

 

sorteiefb.com.br/tab/promocao/303877

Aquele da poesia e da prosa

Ontem li uma notícia no The Guardian e fiquei sem saber se deveria ficar pasma ou rir. O fato é que dois russos, bêbados na ocasião, discutiam a supremacia da poesia e da prosa, uma sobre a outra. No meio da discussão, o fervoroso defensor da poesia agarrou uma faca e matou o amigo.

Image

Sim, é isso mesmo. Dá pra imaginar isso, num mundo plausível e relativamente democrático e libertário? Parece brincadeira. Mas é sério. Mesmo para duas pessoas bêbadas, é inacreditável matar alguém para impor sua opinião (e olha que o que faz parecer inacreditável não é a imposição de ideias, e sim o tópico discutido. Algo a se pensar.)

Então, é claro, fiquei com isso na cabeça por um tempo. Por que é que matar alguém ao discutir esse assunto é tão risível? Não é tão diferente das mortes que vemos quando algum time ganha o jogo e o resto do estádio ataca os torcedores. Ou de quando alguma personalidade famosa diz/faz algum disparate e o público reage com violência.

Pode até ser impressão minha, mas me parece que vejo cada vez mais a popularização do ódio, vide casos do Justin Bieber ou do cantor da banda Restart. Definitivamente, não sou fã de nenhum dos dois. Nem pela música, nem pela imagem. Contudo, ainda é, até agora, injustificável atirar objetos nessas pessoas apenas por não gostar da música. Ou será que estou ficando louca?

O que estou tentando mostrar é o paralelo entre as atitudes dos “AMIGOS” russos e outras manifestações de ódio advindas simplesmente da diferença de opinião. Estamos mesmo tão mimados que não podemos ver alguém discordar de nós sem querer pular em seu pescoço?

Talvez eu esteja delirando, mas talvez eu esteja apontando algo que de tanto já terem batido na tecla, algo um tanto cliché, (já estão te falando pra respeitar o amiguinho desde a creche, colega), já deveria ter sido, sei lá, internalizado. Porque pode parecer brincadeira, mas o nosso concidadão russo apreciador de prosa levou uma facada e colocou o pé na terra. E aí? 

Aquele do #BermudaSim

Talvez algum dos meus leitores já conheçam o movimento. Eu acabei de conhecer… e, sem dúvida alguma, apoiar!

A vestimenta formal no trabalho é sempre tema que divide opiniões. Numa sociedade que anseia ser pragmática, usar terno e gravata no verão tropical, é no mínimo uma decisão questionável. Muitos ambientes não contam com ar condicionado ou mesmo ventiladores, e por que forçar a barra para se vestir de maneira social?

Pois bem, pensando nisso, três amigos publicitários lançaram a campanha #BermudaSim, que em uma semana conquistou mais de 7 mil adeptos, começando em São Paulo e já se espalhando por todo o Brasil. Em muitos escritórios e empresas essa novidade já foi incorporada, o que eu pessoalmente encaro como algo de muito positivo! Sinal de evolução. =)

O site oficial do Bermuda Sim conta ainda com os Bermudamentos, que seriam as regras para se usar a peça em trabalho. Florais, samba canção e bermudas de time não são bem vistas pelo grupo, afinal, a ideia não é descaracterizar a seriedade dos negócios, e sim unir conforto ao ambiente em que a maioria de nós passa a maior parte do dia.

Curtiu? Passa no site que eles mandam um e-mail (anônimo) pro seu chefe. Vai que cola, né?

Image

http://www.bermudasim.com.br/

Aquele do myFFF

Primeiro: FFF = french film festival.

Ajudou a entender do que se trata, né?

Começa hoje o festival anual de filmes franceses, longas e curtas metragens, em competição. Eles estão disponível para locação no próprio site e serão votados por jurados e por internautas.

A lista desse ano possui Augustine, Mariage à Mendonza, Comme un lion, Le jour des corneilles, Mobile Home, Pauline détective, J’enrage de son absence, Au galop, La fille du 14 juillet, La vierge les coptes et moi. Todos esses, longas, serão alugados por 1,99 euros cada, enquanto os curtas estão por 0,99 euros. Há também a possibilidade de se alugar um pacote com todos os filmes em competição, por 15,99 euros. E além disso pacotes com todos os longas ou todos os curtas.

Para os amantes do cinema francês, eis uma oportunidade e tanto.

E para os que curtem mas não querem desembolsar nenhum tostão, os bacanas ainda deixaram de lambuja o filme Les Parapluies de Cherbourg (Os Guarda-Chuvas do Amor- ai que bregaaaaa!)

Mais informações no site: http://www.myfrenchfilmfestival.com/pt/

Image

(cartaz do ano passado)