Aquele da Loish

Pra hoje, o trabalho de Lois Von Baarle – a Loish, alemã de 28 anos que estudou animação em Ghent, na Bélgica e agora é freelancer em ilustração e animações. Já tem um tempo que estou acompanhando o trabalho dela, mas só agora caiu a ficha que ela não é exatamente conhecida (dados da pesquisa: da minha lista de amigos, apenas 2 já curtem a página). Confere aí algumas coisas que selecionei da bela:

 

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Vocês podem encontrar a página dela no facebook sobre o título simples de Loish e ver mais criações, ou comprar se quiserem, no site-galeria http://www.loish.net/

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Aquele da tatuagem!

Já tem um tempão que tô planejando escrever aqui sobre tattoos! Hoje acho que sai!

Então, não sou nenhuma expert em tatuagem não, mas sou uma fã e curiosa, e com poucas pesquisas deu pra ver muita coisa bacana sobre o tema.

Primeiro, que eu nem imaginava, é que a tatuagem começou entre 2.000 e 4.000 anos a. C., no Egito. Também tem vestígios de que eram feitas em regiões da Polinésia e Nova Zelândia. Pelos registros, o nome veio de uma palavra aborígene “tatau”, que representaria o som do processo de tatuar. (Será que o “au” eram os gritos? rs)

Depois, bem depois, no século 8, o papa vigente as proibiu, por ser um processo pagão. Até hoje as religiões ainda debatem sobre a legitimidade espiritual/filosófica do assunto. Algumas, como os Mórmons e Judaísmo bateram o martelo e disseram não, por razões como combater o paganismo e não mexer na obra de deus (o corpo). Os islâmicos se dividem. Normalmente os xiitas são os considerados mais radicais, e era de se esperar que se alguém fosse proibir, seriam eles. Mas nesse caso, nope. Para os xiitas é permitido, para os sunitas, não. Já em outra esfera, os hindus fazem pequenas marcas na testa que em tese auxiliam no bem estar. Seria algo com a mesma base da acupuntura? Confesso que não sei.

No Brasil, a tatuagem elétrica chegou nos anos 1960. Só que sua história por aqui começou no porto de Santos, e se popularizou entre as prostitutas, marujos e outras pessoas consideradas de baixo calão. O fato é que essa origem ajudou a marginalizar a prática, que só começou a ser melhor aceita no país tropical depois da música do Caetano, Menino do Rio, embora até hoje ainda ser mal vista pelos mais conservadores.

Mas fora a história das tatuagens, acho interessantíssimo pesquisar sobre as novas técnicas e tendências, pois as tattoos, sendo uma forma de arte, também possuem suas influências, seus artistas renomados, suas épocas, etc, justo como na pintura, literatura ou música.

Deixando à parte as discussões sobre gente que tatua o nome de namorado e depois termina, ou sobre as pessoas que se arrependem do que escolheram, nem preciso dizer que é uma coisa definitiva, então é claro que é necessária certa maturidade pra escolher. Mas se já se decidiu e está certo de que quer uma, vá em frente! (Só lembre que é pra ter certeza, porque mesmo a remoção a laser deixar marcas, ok?)

Abaixo algumas fotos de tatuagens fora do habitual, não apenas pelo desenho, mas principalmente pela técnica inovadora. Fiquei maravilhada com algumas delas! Outras já me chamaram atenção mas não gostaria de ter em mim. De qualquer forma, são bonitas demais pra deixar de postar aqui!

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Tatuagem “normal”

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Watercolor. Esse tipo de tattoo imita o efeito da aquarela no papel. Só que como se pode prever, as manchas não se formam sozinhas na pele. Então é necessária uma boa dose de observação para criar as manchas, de modo que pareçam naturais.

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Watercolor

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Renda em tinta branca. O efeito fica ótimo quando feito apropriadamente. A tinta branca, terror dos tatuadores, entrou em alta recentemente. Ela dá mais trabalho por ter um aspecto mais parecido com escoriações, exige ser retocada com mais frequência e pode ficar um pouco amarelada. Mas pra quem (assim como eu), ficou encantado com essas rendas no corpo, acho que vale o esforço.

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Dots to Lines. Como o nome diz, esse modelo é feito em pontos e linhas. É muito usado para dar esse visual psicodélico das duas fotos de exemplo. Pra quem ficou curioso, o site http://www.dotstolines.com traz várias outras tattoos e informações sobre Chaim Machlev, o alemão que ficou conhecido por essa técnica.

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Dots to Lines

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Stippling (por seu mestre, Kenji). Esse método é talvez o que precise de mais paciência. Ele consiste basicamente em criar sombras e manchas a partir de pontinhos. É o correspondente, na pintura, ao pontilhismo. O resultado final é bem diferente, né?

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3D. Ilusões de ótica, nos enganam lindamente. Esse da foto deve ser parente do Escher, no mínimo!

Bônus: colaboração do Ian Nery Rocha

Quem conhece o Xoil?

Loïc Aka Xoil é um francês famoso por ser um dos maiores tatuadores do mundo. Ele faz tatuagens únicas com o “photoshop style”, que ganhou esse nome justamente por se valer de uma ajudinha do Photoshop, pra criar texturas, camadas, padrões geométricos e mixar esses recursos com o desenho do artista. Dá pra ver que o cara é bem irreverente. Assim como seus desenhos. Curtiu? Dá uma passada no Needles Side Tattoo, o estúdio dele na França. Ou então espera ele passar por aqui, já que ele tem feito um tour pelo mundo deixando sua assinatura nas pessoas onde passa.

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Tattoo do Xoil.

E aí, o que acharam? Alguém cobiçando algum modelo?

Beijos de luz!

Aquele do myFFF

Primeiro: FFF = french film festival.

Ajudou a entender do que se trata, né?

Começa hoje o festival anual de filmes franceses, longas e curtas metragens, em competição. Eles estão disponível para locação no próprio site e serão votados por jurados e por internautas.

A lista desse ano possui Augustine, Mariage à Mendonza, Comme un lion, Le jour des corneilles, Mobile Home, Pauline détective, J’enrage de son absence, Au galop, La fille du 14 juillet, La vierge les coptes et moi. Todos esses, longas, serão alugados por 1,99 euros cada, enquanto os curtas estão por 0,99 euros. Há também a possibilidade de se alugar um pacote com todos os filmes em competição, por 15,99 euros. E além disso pacotes com todos os longas ou todos os curtas.

Para os amantes do cinema francês, eis uma oportunidade e tanto.

E para os que curtem mas não querem desembolsar nenhum tostão, os bacanas ainda deixaram de lambuja o filme Les Parapluies de Cherbourg (Os Guarda-Chuvas do Amor- ai que bregaaaaa!)

Mais informações no site: http://www.myfrenchfilmfestival.com/pt/

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(cartaz do ano passado)

 

Aquele da kilt!

Esse é um dos posts que estavam planejados no meu pacote mental pro início de 2014. Já tem um bom tempo que me bateu essa vontade de escrever sobre a kilt! Na verdade, até agora não descobri com certeza se kilt é um substantivo feminino ou masculino, então por vias de praticidade, pra mim é feminino e pronto, he.

Para os desavisados, a kilt é a tradicional “saia” escocesa, utilizada hoje também fora dos países gauleses e célticos. Acredita-se que tenha origem em aproximadamente 2000 a.C., mas outras versões dizem que ela foi importada da Baviera para a Escócia.

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Já desde outubro, quando começa a temporada de calor aqui em Viciosa, algumas vezes usando saia ou vestido ouvi homens dizendo que “se pudessem só iriam usar saias”. Não, meus queridos, esses homens não são afeminados, homossexuais ou quaisquer outros termos que por alguma razão as pessoas costumam achar pejorativos. Eles só estão com calor, que ainda agora em janeiro não passou, e estará presente até meados de maio. Será que a masculinidade de algumas pessoas é tão frágil que se sentir confortável em um traje parecido com uma saia vai deixar em dúvida sua orientação sexual? rs.

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No Brasil, pouquíssimas cidades aderiram ao uso da kilt, e mesmo nessas, seus adeptos são tidos como pessoas, no mínimo, excêntricas. O que pra mim é verdadeiramente uma pena, porque acho a kilt encantadora!

Até hoje só tive a oportunidade de ver um conhecimento meu usando o traje, e mesmo assim foi para estar a caráter num encontro de RPG. E ficou honestamente incrível. Muito bonito mesmo.Teria achado muito, muito massa se o visse usando a peça mesmo depois do evento, mas não vi.

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Mesmo assim, agora alguns pontos perdidos no país começam a aderir, e já é possível encontrar vários tutoriais para fazer a sua kilt, ou para comprar (o problema é que comprar dói no bolso…).

Algo interessante a respeito do saiote é que ele é feito tradicionalmente por um tecido de estampa tartan (quadriculado), mas o que o define é o seu modelo, isto é, as pregas na parte de trás e a parte atravessada e normalmente unida com fivelas na frente.

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Outra curiosidade que me chamou a atenção é que em alguns países, por lei, a kilt deve ser usada sem cueca! A origem disso, ao que descobri, é que quando estavam em guerra, os escoceses se valiam disso para mostrar a bunda aos inimigos, como sinal de desprezo, hehe.

E aí, cambada? Quando é que vou poder ver meus amigos andando de kilt por aí?

Tô na espera! (e enquanto isso “way hay and up she rises, way hay and up she rises early in the morning!”)

Aquele da Agustina Guerrero

Para começar bem esse 2014, hoje trago algo que acho que já deveria conhecer há muito tempo. O “Diario de una volátil”, feito por Agustina Guerrero. Não sei muito sobre ela, mas só pelas ilustrações, é fácil dizer que seu humor é tipicamente argentino, como o visto, por exemplo, em Gaturro (o que depois confirmei com uma pesquisa rápida no Ecosia, rs). Já tinha visto algumas imagens soltas dela por aí, mas não sabia que eram de uma série. Além dessa, há também o “Diario de una adolescente”, cujo trabalho já não conheço muito bem.

Então vamos ao que interessa:

O blog da Agustina: http://guerreroagustina.blogspot.com.br/

A sua página no fb: https://www.facebook.com/diariodeunavolatil

E algumas tiras que achei bem bacanas!

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(ela, logo ali em cima)

Aquele do japa!

Gente, nunca fui fã de comida japonesa não. Aliás, tem muito pouco tempo que aceitei começar a gostar, rs. E mesmo assim, bem aos poucos, bem de levinho. Vai levar uns dez anos até eu querer experimentar um nigiri (=peixe cru).

Ontem, entretanto, a galera reuniu aqui em casa para fazer comida japona. Tínhamos entre ilustres presenças, uma amiga originária da grande ilha asiática de olhinhos puxados para ser nossa grã-cozinheira mestre: Sayaka.

Com ela e o Luis Henrique, aprendi três pratos japoneses, e são muito, muito, muito mais tranquilos de se fazer do que esperava, embora sejam trabalhosos. Onigiri (bolinho de arroz!), Sushi e Hot. Na verdade, o Hot não existe no Japão. Não sei dizer se a origem é brasileira, mas sem dúvida, pra mim, foi um belo de um incremento. (Porque peixe frito é outra história! Nham nham).

Então se alguém quiser aprender, agora eu estou me sentindo a samurai da culinária oriental, a grande panda dos montes de arroz. E começo por aqui apresentando o que aprendi 🙂

A primeira coisa é descascar o peixe. Nós usamos salmão – duas postas foram mais que suficientes para oito pessoas, com muita fartura. Não jogue a pele fora, pois ela pode ser usada no recheio do sushi.

Enquanto um descascava o peixe, outros já haviam começado a preparar o arroz. Fizemos em panela de pressão, com muita água pra ficar mesmo empapado, e sem sal. O molho que tempera o arroz (depois de pronto) é uma mistura de água, vinagre de arroz e açúcar – até que pare de dissolver.

Uma vez que o arroz estava pronto e o salmão descascado, o fatiamos em pequenas tiras que viraram nigiris e recheio de sushi. Há de se ter cuidado para não deixar muitas espinhas.

Ok. Para o onigiri, o grande bolinho de arroz, é só molhar as mãos em água corrente, sujar o dedo no sal e modelar o arroz na mão em forma de triângulo. É só. Sério, é só isso. E comer.

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Para o sushi, é preciso um pouco mais de atenção e paciência. Coloca-se uma folha de alga na esteirinha envolvida em papel filme. Molha-se de leve a folha com o molho do arroz, somente para que ela grude as suas pontas quando enrolada. Então se coloca uma fina camada de arroz até metade da alga, e por cima do arroz o salmão cru e cream cheese. (Claro que se podem testar outros recheios! Sejamos criativos!).

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Então é enrolar a alga com o auxílio da esteira, de modo a obter um grande rolo de sushi, que deve ser cortado em rodelas pequenas, com faca afiada e sem serra (como na foto abaixo).

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Outra opção de recheio para aproveitar a pele do salmão é temperá-la com sal e fritá-la na manteiga. Fica realmente muito gostosa, até mesmo para se comer pura!

E se der vontade de comer o sushi como hot (como eu gosto hehe), é só passá-lo, antes de cortar em rolls, em ovo batido, farinha, ovo batido e farinha outra vez e fritar em óleo quente.

Tudo isso é normalmente servido com molho shoyo. E já estou dominando a arte de comer com hashi (os palitinhos)! Bora tentar? 😀

Obrigada pela experiência, Sayaka, Luis, Kevin, Hugo, Renan, Arthur e Chárbel! Até a próxima!

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